Somente para Piancó, que é governado pela médica Flávia Galdino e sede da 7ª Gerência Regional de Saúde, a União liberou R$ 8,53 milhões. O valor corresponde a 41,7% do que receberam, juntos, os municípios de Itaporanga, Conceição e Coremas.
A Saúde piancoense recebeu 38,7% de todos os repasses federais regulares destinados ao município no ano passado, que foi de R$ 22,02 milhões.
Somente para ser gasto nos procedimentos mais complexos, como cirurgias e ultrassonografias, por exemplo, caíram na conta da Prefeitura de Piancó R$ 5,35 milhões; enquanto foram destinados para os serviços básicos também uma boa quantidade de recursos: R$ 1,78 milhão.
Apesar do bom volume financeiro, não faltaram queixas contra a saúde pública de Piancó em 2011: alguns postos do Programa Saúde da Família funcionando precariamente e sem médicos durante vários dias da semana; oferta insuficiente de exames e consultas especializadas; e o hospital que, embora regional, sem estrutura técnica e médica suficientes para os casos de urgência, média e alta complexidade, tanto que, nesse tipo de atendimento, a população do Vale ainda é extremamente dependente dos hospitais de Patos e Campina Grande.
O município de Itaporanga foi outro que recebeu um bom volume de recursos para a Saúde em 2011. Foram repassados aos cofres locais R$ 4,8 milhões, dos quais 3,7 milhões para os serviços básicos e 1,6 para o PSF, mas o setor enfrentou problemas o ano passado.
Nos Postos de Saúde da Família (PSF), o prefeito e também médico Djaci Brasileiro não conseguiu resolver o problema da falta de companheiros de profissão, o que prejudicou o atendimento ao povo carente. Para piorar ainda mais, a Prefeitura atrasou o salário de servidores que trabalham nos postos e a crise foi estabelecida.
O impasse levou o prefeito a enfrentar a ameaça de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que seria criada para investigar, entre outras denúncias, as razões do atraso salarial, mas a CPI foi abortada pela Câmara Municipal, que avaliou não ter motivo para justificar a investigação.
Coremas foi o município regional que recebeu o terceiro maior repasse para a Saúde no ano passado, embora tenha população inferior a Conceição. A Prefeitura é administrada por Edílson Pereira, e a Saúde recebeu R$ 3,7 milhões. Destes, R$ 1,5 milhão foi destinado ao PSF.
Apesar do valor financeiro significativo, a Prefeitura igualmente atrasou salário de servidores da Saúde e este foi um dos inúmeros problemas enfrentados pelo gestor na área.
Já os recursos recebidos pela Saúde de Conceição somaram R$ 3,36 milhões. Na terra governada por Vani Braga, as pessoas tiveram que dormir na fila para conseguir uma consulta especializada.
O maior volume de dinheiro repassado a Conceição foi para gastos com atendimento de média e alta complexidade (R$ 1,4 milhão) e para a saúde básica (1,5 milhão).
fonte: folha do vale

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