Em uma pesquisa divulgada recentemente pelo Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, aponta que apenas 35% da população brasileira com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita. A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas e teste cognitivo, onde a capacidade de leitura e compreensão de textos foi avaliada. Depois de constatar os resultados, concluí-se que a população é dividida em quatro grupos:
- Alfabetizados: não conseguem realizar nem mesmo tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares;
- Alfabetizados em nível rudimentar: localizam uma informação explícita em textos curtos, leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias;
- Alfabetizados em nível básico: leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade;
- Plenamente alfabetizados: leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas, mapas e gráficos.
O relatório do Inaf 2011-2012 diz que houve um avanço nos níveis inicias do alfabetismo no Brasil, porém não atingiu a meta de pleno domínio de habilidades que são consideradas imprescindíveis para a formação de uma sociedade letrada.
Foi constatado que na população com renda familiar superior a cinco salários mínimos, 52% são considerados plenamente alfabetizados. Na outra ponta, entre as famílias que recebem até um salário por mês, apenas 8% atingem o nível pleno de alfabetização.
g1

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